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Permissões e acessos de contas de cliente na agência

Como organizar acessos às contas dos clientes na agência sem senha em planilha, sem conta pessoal e sem risco de perder acesso quando alguém sai do time.

Israel A. Cardoso
Israel A. Cardoso
·3 min de leitura
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Existe um teste rápido para saber se a sua agência tem um problema de acesso: peça para alguém listar, agora, todas as contas de todos os clientes e quem tem acesso a cada uma.

Se a resposta demora, ou envolve perguntar no grupo, o problema já existe. Ele só não apareceu ainda.

Por que isso vira crise

Três cenários, todos comuns:

Alguém sai da agência. O acesso à conta de anúncios estava na conta pessoal dele. O segundo fator ia para o celular dele. A recuperação depende da boa vontade de alguém que acabou de ser desligado.

O cliente sai. Ele pede a transferência da conta e descobre que a agência é a proprietária. O que era um encerramento comum vira uma negociação desconfortável e uma reputação queimada.

Vazamento. Senha em planilha compartilhada com link aberto. Não é hipótese distante: é o formato mais comum de guardar senha em agência pequena.

A regra que resolve a maior parte

O cliente é dono. A agência é convidada.

Em toda plataforma que permite (gerenciador de anúncios, analytics, ferramentas de negócio), a conta pertence ao cliente e a agência entra com permissão de trabalho, não de propriedade.

Isso parece perder poder e é o contrário: elimina a discussão mais desgastante do encerramento de contrato e, na venda, vira argumento. Poucos concorrentes oferecem isso por escrito.

Como organizar na prática

1. Cofre de senhas, não planilha

Uma ferramenta de cofre compartilhado com pastas por cliente, permissão por pessoa e histórico de quem acessou o quê. Existem opções gratuitas ou baratas que resolvem para agência pequena.

O que o cofre te dá e a planilha não:

  • Tirar o acesso de alguém sem trocar todas as senhas
  • Saber quem viu qual credencial e quando
  • Gerar o código de segundo fator sem depender de celular pessoal

2. Permissão por função, não por pessoa

Defina quais níveis existem e o que cada um pode fazer. Por exemplo: quem executa mídia, quem só lê relatório, quem administra. Ao contratar, a pessoa entra numa função. Ao sair, a função é revogada de uma vez.

Sem isso, cada entrada e saída vira uma investigação sobre o que aquela pessoa específica tinha.

3. Nenhum acesso em conta pessoal

Nem por um dia. A regra parece rígida e é a que mais evita dor de cabeça. Se alguém precisa de acesso, ele é concedido pela estrutura da agência, com o e-mail corporativo.

Segundo fator é onde as agências travam

É comum a autenticação de dois fatores ficar presa no celular de uma pessoa. No dia em que ela sai de férias, ou da agência, a conta fica inacessível. Resolva isso antes de precisar.

4. Um ritual de saída

Quando alguém sai, uma lista curta é executada no mesmo dia:

  • Revogar acesso ao cofre
  • Remover das contas de cliente
  • Tirar do drive e das ferramentas internas
  • Transferir a propriedade do que estava no nome da pessoa

Escreva essa lista uma vez e transforme em tarefa recorrente. Deixar para lembrar na hora é como esses buracos aparecem.

O lado do cliente

Vale também documentar do outro lado. Uma página simples por cliente dizendo quais contas existem, quem é o proprietário e quem tem acesso pela agência.

Serve para três coisas: você não precisa investigar quando surgir dúvida, o cliente enxerga organização, e a transição de responsável interno deixa de depender de repassar senha por mensagem.

O custo de não fazer

Não é abstrato. É a campanha parada porque ninguém entra na conta, é o cliente que sai contando para o mercado que a agência segurou o acesso dele, é o dado pessoal exposto numa planilha aberta.

Nenhum desses problemas aparece no dia a dia. Todos aparecem juntos, no pior dia possível.

FAQ

Perguntas frequentes

A agência deve ser dona da conta de anúncios do cliente?+

Não. A conta é do cliente e a agência entra como parceira com permissão de trabalho. Ser dona parece prático até virar disputa na saída, e nesse cenário a agência sempre sai como vilã.

Onde guardar as senhas?+

Num cofre de senhas compartilhado com controle de acesso por pessoa. Planilha, bloco de notas e mensagem fixada em grupo não são opções, mesmo em agência pequena.

E o segundo fator, quando o celular é do funcionário?+

Use cofre que gere o código do segundo fator para a equipe, ou vincule a um número controlado pela agência. Segundo fator preso ao celular pessoal é uma das formas mais rápidas de perder acesso quando alguém sai.

Preciso disso mesmo sendo uma agência de cinco pessoas?+

Principalmente sendo. Agência pequena costuma ter acesso concentrado numa ou duas pessoas, e é justamente onde a saída de alguém trava tudo.

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Israel A. Cardoso

Founder e CEO do GRUPO ISRL. Antes de criar o método, atuou como COO em agências de marketing, liderando a estruturação de processos e operações que precisavam escalar sem perder o controle. Mais de 6 anos no mercado digital.

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