Operação

Handoff entre criação e mídia sem retrabalho

O combinado entre criação e mídia que evita peça refeita, formato errado e campanha atrasada esperando material na agência.

Israel A. Cardoso
Israel A. Cardoso
·2 min de leitura
Operação

Poucos lugares geram tanto retrabalho quanto a passagem entre quem cria e quem sobe a campanha. A peça sai linda e no formato errado. O texto não cabe. Falta a versão vertical. O link está sem parâmetro.

Nenhum desses é erro de talento. São erros de combinado.

Onde a passagem quebra

A especificação chega depois. A criação começa com "faz um criativo para campanha" e a especificação real aparece na entrega.

Formato implícito. Cada canal tem exigência própria. Quando isso vive na cabeça de quem sobe a campanha, quem cria adivinha.

Aprovação fora de ordem. O cliente aprova a arte, mídia pede ajuste técnico, e a peça volta para aprovação. Duas rodadas onde cabia uma.

Nomenclatura solta. Arquivo chega com nome que não diz nada, e quem sobe precisa perguntar qual é qual.

O combinado que resolve

Uma especificação escrita na abertura da demanda, não na entrega. Cinco campos obrigatórios:

  1. Canal e posicionamento de destino
  2. Formatos e dimensões necessários, todos
  3. Limite de texto por área da peça
  4. Elementos obrigatórios: logo, aviso legal, chamada
  5. Data de subida, que define o prazo real, não a data de entrega da arte

Se algum estiver em branco, a demanda não entra na fila. Parece rígido e é o que elimina a maior parte das idas e voltas.

Mídia revisa antes do cliente ver

Uma conferência técnica de dois minutos antes de mandar para aprovação evita a rodada dupla. O cliente aprova uma peça que já é executável.

A ordem certa das etapas

  1. Demanda aberta com especificação completa
  2. Criação produz
  3. Mídia confere o técnico (formato, dimensão, texto, link)
  4. Cliente aprova
  5. Mídia sobe

O passo 3 é o que quase toda agência pula, e é o mais barato de todos. Inverter 3 e 4 é a origem da peça aprovada que não pode ser publicada.

Nomenclatura combinada

Um padrão de nome de arquivo que os dois lados entendem:

cliente_campanha_canal_formato_versao
acme_diadopai_meta_1080x1350_v1

Parece detalhe. É o que faz quem sobe a campanha parar de perguntar qual arquivo é de qual lugar, e o que permite achar a peça daqui a seis meses.

O prazo de corte

Defina até quando muda: por exemplo, mudança até 24 horas antes da subida entra; depois disso, entra na próxima rodada.

Sem corte, a campanha vira refém do último palpite, e quem sobe trabalha correndo, que é quando o erro acontece.

O indicador

Conte quantas peças voltam para ajuste por motivo técnico, não criativo.

Se esse número for alto, o problema está na especificação de entrada, não na criação. E é lá que a correção custa quase nada.

FAQ

Perguntas frequentes

De quem é a culpa quando a peça sai no formato errado?+

Do processo, quase sempre. Se a especificação não estava escrita na abertura da demanda, os dois lados agiram com a informação que tinham.

Vale ter uma reunião de passagem?+

Para campanha grande, sim. Para rotina, não: transforme em campo obrigatório na demanda, que é mais rápido e não depende de agenda.

Como lidar com mudança de última hora?+

Com prazo de corte definido. Depois dele, a mudança entra na próxima rodada, salvo decisão explícita de quem responde pela conta.

Compartilhar
Israel A. Cardoso

Founder e CEO do GRUPO ISRL. Antes de criar o método, atuou como COO em agências de marketing, liderando a estruturação de processos e operações que precisavam escalar sem perder o controle. Mais de 6 anos no mercado digital.

Continue lendo

Outros artigos pra você